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Você é capaz de matar.

  • ygoralexandrosam
  • 13 de jan. de 2025
  • 3 min de leitura


Os seres humanos sentem, ao longo de sua vida, inúmeras emoções, sendo algo inerente à nossa própria natureza. Ora, em um único dia, podemos acordar bem, dispostos e felizes e, logo depois, ficamos devastados com alguma notícia ruim. Ainda no mesmo dia, voltamos a ficar felizes e, logo em seguida, irritados. Faz parte de forma imanente da nossa essência.


E é por essa razão que não sabemos como cada pessoa pode reagir em determinada situação. Minha mãe, por exemplo, sempre dizia, “Só sabemos o que sentimos na morte de uma pessoa quando perdemos alguém próximo de nós”. Eu mesmo, só fui saber o que eu sentia no momento da perda, quando a minha avó faleceu.


Por essa razão, tal como no luto, somente sabemos como vamos reagir em determinada situação quando passarmos por isso. Veja bem, como será que você reagiria caso chegasse em casa e visse sua esposa ou seu marido te traindo com uma outra pessoa em sua cama? Será que você sairia em prantos? Gritaria? Partiria pra cima dos dois para agredi-los? Ou quem sabe, tentaria matá-los?

Talvez seja por essa razão que o Tribunal do Júri é também conhecido como Tribunal das Lágrimas ou dos Lamentos, sendo o órgão do Poder Judiciário que possui competência para julgar os crimes dolosos contra a vida, como por exemplo, o homicídio.


É como o renomado tribuno, Dr. Ércio Quaresma costumeiramente enfatiza em seus colóquios:


Ninguém pode falar tranquilamente que jamais matará.

Sem sombra de dúvidas, essa afirmação reflete uma grande verdade.


Isso não é uma justificativa para aqueles que “matam por prazer” ou fazem disso seu “ofício”, mas tão somente falando que cada pessoa é plenamente capaz de matar outra - e nós, seres humanos, somos particularmente bons nisso, criando formas cada vez mais engenhosas e utilizando as ferramentas que dispomos em mãos para conseguir atingir o resultado pretendido, qual seja, a morte de outro ser humano.


Se você está pensando, “Eu não! Jamais tiraria a vida de outro ser humano!”. Bom, eu acho isso bem improvável e não consigo acreditar em você.


Comigo mesmo, por exemplo, se eu tivesse um filho e alguém colocasse uma faca em seu pescoço, ameaçando matá-lo, eu sem qualquer forma de hesitação faria de tudo para matar quem estivesse tentando fazer esse mal contra meu filho. O mesmo raciocínio vale para caso esse mal fosse praticado contra a minha mãe, minha irmã, entre outras pessoas importantes para mim.


Quer ver outra situação? E se você fosse agredido por um terceiro, que tenta te matar? Ou é você ou ele! Ora, neste caso, se você matasse seu agressor, valendo-se moderadamente dos meios necessários, estaria acobertado por uma causa excludente de ilicitude, a legítima defesa. Logo, você sequer poderia ser responsabilizado por crime algum, pois o próprio Direito entende que a sua conduta de autodefesa estaria plenamente justificada!


De fato, à respeito de muitos crimes podemos falar de forma categórica que jamais praticaremos. Por exemplo, muitos podem falar que nunca vão traficar drogas, roubar ou estuprar uma pessoa. Mas quantos poderiam afirmar terminantemente que jamais vão tirar a vida de outro ser humano? Me desculpe, mas não consigo acreditar nisso, creio que todos nós somos capazes de matar.


E para aqueles que nos infortúnios da vida acabarem cometendo um assassinato, resta apenas à defesa, não do ato, mas sim de um julgamento justo, à luz dos ditames do devido processo legal perante seus pares no Tribunal do Júri.


Na sua opinião existe alguém 100% isento de tirar a vida de outro ser humano? Eu duvido.


Precisa falar comigo?


WhatsApp: (35) 99897-2662.


 
 
 

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