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Jeffrey Dahmer - O serial killer canibal e necrófilo de Milwaukee

  • ygoralexandrosam
  • 13 de jan. de 2025
  • 5 min de leitura

Poucos assassinos foram tão afundo em sua perversa obsessão envolvendo sexo, violência e morte quanto Dahmer.


Essa talvez tenha sido a razão para a Netflix (imagem acima) ter criado uma série para retratar sua história.


Meu desejo era experimentar seus corpos. Eu via todos como objetos, como estranhos. É difícil para mim acreditar que um ser humano poderia ter feito o que eu fiz. (Jeffrey Lionel Dahmer)

Jeffrey Lionel Dahmer nasceu em Milwaukee, em 21 de maio de 1960. Um garoto comum, com pais comuns e uma infância comum. Na verdade, até seus 10 anos de idade, Dahmer era uma criança tímida e retraída, sem qualquer indício de que no futuro se tornaria um assassino em série conhecido por todo os Estados Unidos por seus atos de canibalismo e necrofilia.


No entanto, a partir de seus 10 anos, sua personalidade começaria a sofrer drásticas transformações.

Jeffrey, passou a se interessar por morte. Ele passou a recolhia animais mortos da beira da estrada para que realizasse “cirurgias” e experimentos com cada um deles. Aos poucos, avançou cada vez mais em suas fantasias, passando a capturar animais vivos, para matá-los, abri-los e então, vê-los como “são por dentro”. Em um curto espaço de tempo desenvolveu uma completa adoração pela taxidermia, passando a empalhar as cabeças de animais, como as de cachorros.


Claro que em pouco tempo, somente os animais não serviriam mais ao seu propósito. Em outras palavras, não o satisfaziam mais em seus devaneios sádicos.

O primeiro assassinato cometido por Dahmer foi em 1978, a vítima, o jovem Steve Hicks, de apenas 19 anos. Logo em seu primeiro homicídio, Jeffrey dissecou o cadáver e praticou seus primeiros atos de necrofilia.


Dahmer, ao longo dos anos, desenvolveu e aperfeiçoou seus métodos e técnicas de assassinato e dissecação de corpos, já que seu grande objetivo era criar um “escravo sexual zumbi” que fosse completamente submisso aos seus desejos hedonistas. Em uma de suas vítimas, tentou realizar uma espécie de lobotomização injetando ácido clorídrico em seu cérebro. Evidentemente que nenhuma de suas tentativas lograram êxito.

Os momentos de maior prazer e satisfação para o assassino eram aqueles que envolviam eviscerar o corpo da vítima.


Estripar o cadáver era um processo bastante detalhado e inteiramente fotografado para que pudesse se lembrar de todos os detalhes com precisão, sentindo prazer sexual todas as vezes que revivia a cena. Abria o tórax da vítima e ficava fascinado pelas cores das vísceras e excitado com o calor que o corpo recém morto podia proporcionar. (CASOY, Ilana, 2017, p. 163).

Após todo esse procedimento, Jeffrey então realizava um verdadeiro trabalho de seleção e descarte: separava quais partes ele poderia guardar como troféus e itens de souvenir para a decoração de seu apartamento, quais deveriam ser utilizadas em suas refeições e quais deveriam ser descartadas.

Para a decoração, os itens favoritos eram os crânios, onde Dahmer construiu até mesmo um altar para que pudesse meditar.


Já para seus atos de canibalismo, o Serial Killer separava os pênis, corações, fígados e as tripas no geral.

Talvez você esteja se perguntando, como alguém que faz todas essas atrocidades permanece impune por tanto tempo?

A possível explicação para isso era o estereótipo de Dahmer: um homem alto, loiro, de fala mansa e de grande educação. Já suas vítimas pertenciam, quase exclusivamente, aos grupos de minorias.


Um episódio que corrobora com isso é o envolvendo Konerak Sinthasomphone, uma das vítimas do homicida.

Em maio de 1991, a polícia respondeu um chamado de algumas mulheres que teriam encontrado um garoto de origem asiática completamente nu, no meio da rua, com sintomas de alcoolismo ou de entorpecência, com ferimentos na cabeça e no ânus e que havia um homem tentando levá-lo embora para seu apartamento.

A polícia, ao chegar no local deduziu que era “apenas” uma briga de casal e os escoltaram de volta ao apartamento que exalava um cheiro intenso de carne podre. Apesar disso, os policiais ignoraram os indícios de que havia algo de - muito - errado ali e simplesmente foram embora e o garoto de apenas de 14 anos se tornou mais uma vítima do Serial Killer.


Somente em julho de 1991, é que finalmente Dahmer seria capturado, após novamente uma de suas vítimas escapar. Tracy Edwards foi encontrado correndo nu e algemado pelas ruas de Milwaukee, por volta das 23h30 da noite do dia 22 de julho.

Edwards narrou aos policiais que estava em um encontro com um outro rapaz, quando ele o algemou e tentou matá-lo. A polícia então o acompanhou de volta ao apartamento, quando foram recebidos por Dahmer e, ao menos dessa vez, os policiais decidiram entrar para investigar o que estava acontecendo.


Uma vez dentro do apartamento, um dos policiais, além de encontrar uma faca ao lado da cama, se deparou com incontáveis fotos de cadáveres pendurados na parede e um odor pungente de podridão, como se houvessem - o que de fato havia - carne em longo estado de putrefação. Jeffrey, ao perceber que havia sido descoberto tentou, em vão, resistir à prisão.

A investigação criminal encontrou no apartamento uma infinidade de pedaços de corpos humanos:


Na geladeira, sobre a prateleira central, estava uma cabeça em estado avançado de decomposição. No congelador, foram apreendidas mais três cabeças escalpeladas e acondicionadas em sacos plásticos amarrados com elástico. Também foram encontrados recipientes de metal contendo mãos e pênis decompostos. No armário, estavam guardados frascos com álcool etílico, clorofórmio e formol, juntamente com outros nos quais jaziam genitálias masculinas preservadas. Na pia da cozinha, havia um torso humano rasgado do pescoço até a pélvis. Na tábua de carne ao lado, um pênis fatiado, pronto para ir para a panela. Também foram apreendidos dois tonéis, com capacidade de 189,5 litros, repletos de torsos humanos apodrecendo. (CASOY, Ilana, 2017, p. 165).

Jeffrey Dahmer, o canibal necrófilo de Milwaukee matou 17 pessoas, sendo condenado, em 15 de julho de 1992, a 15 prisões perpétuas por seus crimes.

Sua morte ocorreu em 28 de novembro de 1994, quando cumpria pena em Colúmbia. Um outro detento, Christopher Scarver, o acertou repetidas vezes com uma barra de ferro, alegando estar cumprindo um desígnio dado por Deus.


Apesar de sua morte, Jeffrey Dahmer ainda seria objeto de mais disputas judiciais. Na verdade, o seu cérebro era o epicentro de uma controvérsia envolvendo suas manifestações de última vontade e o interesse público em ceder aos principais médicos neurologistas o seu cérebro para estudos.


Havia uma clara polêmica. De um lado, devia ser respeitado o testamento de Jeffrey Dahmer, que em suas disposições de última vontade deixavam claro que seu desejo era de ser cremado, sem qualquer formalidade. Do outro, o interesse científico em comparar seu cérebro com o de outras pessoas, e buscar uma chance de compreender as razões - se é que haviam e se é que seria possível - de suas atitudes desumanas.

É uma ironia do destino que o Serial Killer, que tinha como um dos maiores prazeres o desmembramento dos corpos, restasse com seu cérebro desmembrado e alvo de debates acadêmicos e científicos.


Após um pouco menos de 01 ano, a justiça determinou que o cérebro de Jeffrey Dahmer fosse cremado, conforme o assassino desejou em seu testamento.

Ainda que os crimes do assassino se mantenham como um constante objeto de estudo e curiosidade, esse era o fim definitivo de qualquer resquício de Jeffrey Dahmer, o assassino canibal e necrófilo de Milwaukee.


 
 
 

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